Saudade moderna

1983, faixa do LP Diletantismo, Grupo Rumo, Lira Paulistana / Continental, São Paulo (relançado em CD em 2004).

Uma saudade 

É do tempo que andávamos juntos 

Era um verdadeiro temporal 

Mas estávamos sempre juntos 

Outra saudade é do tempo 

Que inda nem te conhecia 

E simplesmente eu desejava estar sozinho 

Era tão bom, era tão calmo, tão feliz 


Uma terceira saudade é completamente inesperada para mim 

Ela pega um tempo que, absolutamente, 

Eu não vivi 

E que tenho saudade

Nessa saudade não tem você, 

Não tem ninguém, não tem recordação 

Na verdade ela tem uns traços 

Que eu não sei dizer de onde vem 


É uma saudade moderna não tem tempo não tem hora 

Nem a mínima lógica

É agora

Acontece no momento e ai de quem não se toca 

Ela tem a propriedade de não retroceder 

Quanto bate atordoa: que é isso?! Que é isso?! 

E no entanto e isso mesmo 

Parece que é esperança até que dói


É uma saudade perfeita 

Com alegria, sofrimento 

Só que bem mais moderna 

É a glória!

Eu não sei como explicar mas essa saudade é a glória

Ela incide sobre um tempo que não cabe na história

Escapa da consciência e se projeta pra fora

25 de janeiro de 2026
Parceria com Dante Ozzetti, 2013, faixa do CD Embalar, Ná Ozzetti, independente, São Paulo; 2016, faixa do CD Palavras e Sonhos, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2022, faixa do CD Brasilin, Jussara Silveira, Maianga.
25 de janeiro de 2026
1985, faixa do LP Caprichoso, Grupo Rumo, Independente, São Paulo (relançado em CD em 2004).
25 de janeiro de 2026
Parceria com Dante Ozzetti, 2006, faixa do CD Achou!, Ceumar e Dante Ozzetti, MCD, São Paulo.

Vi

25 de janeiro de 2026
Parceria com Flávio Henrique, 2007, faixa do CD Pássaro Pênsil, Flávio Henrique, Biscoito Fino, Belo Horizonte.