COMPOSIÇÕES GRAVADAS
25 de janeiro de 2026
Parceria com Dante Ozzetti, 2013, faixa do CD Embalar, Ná Ozzetti, independente, São Paulo; 2016, faixa do CD Palavras e Sonhos, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2022, faixa do CD Brasilin, Jussara Silveira, Maianga.
25 de janeiro de 2026
1985, faixa do LP Caprichoso, Grupo Rumo, Independente, São Paulo (relançado em CD em 2004).
25 de janeiro de 2026
Parceria com Dante Ozzetti, 2006, faixa do CD Achou!, Ceumar e Dante Ozzetti, MCD, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Flávio Henrique, 2007, faixa do CD Pássaro Pênsil, Flávio Henrique, Biscoito Fino, Belo Horizonte.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Manu Lafer, 2008, faixa do CD Ta Shema, Manu Lafer, São Paulo, Independente.
25 de janeiro de 2026
1981, faixa do LP Rumo, Grupo Rumo, São Paulo (relançado em CD em 2004).
25 de janeiro de 2026
A morena está deselegante Coisa mais comum quando envelhece, não é verdade? No entanto ela ficou tão insegura Insegura? Ela está baratinada Você não vê os olhos dela O corpo dela tudo torto Torto, ela está desengonçada Você não vê, ela tinha bossa, Tinha tudo, tem mais nada Se ela envelheceu foi de tristeza Ou entristeceu já de velhice, não se sabe O fato é que ela está muito abatida Abatida? Ela está triste pra caramba Você não vê os olhos dela Totalmente esbugalhados Tristeza, isso já é desespero Você não vê quando ela passa Todo mundo cai na fossa Nossa! Se você visse essa morena Ela tinha um molejo Que nem cadillac tinha, àquela época Por isso é que ela está tão esquisita Por isso é que ela está tão insegura Quero essa morena assim mesmo Como é que eu vou explicar isso pra ela, não tem jeito Só se ela sentir que eu sou sincero Sincero? É que eu estou apaixonado Você não vê como é que eu fico Fico todo arrepiado Duvida? Você não viu essa morena Você não sabe que ela velha Vale mais que qualquer moça Aliás, você chegando a conhecê-la Você diz que eu estou acabando De fazer uma canção de amor pra ela Prova de maior sinceridade E de que eu quero essa morena assim mesmo
25 de janeiro de 2026
Toda lama escorre pelo chão Vira mancha vira poluição Picha todos cria um mundo-cão Passa tudo na televisão Entra pelos poros da nação Todo ciclo acaba e esse não, esse não... Ama que é bom Pois toda a lama só acumula no vão Onde tem vazio Vem a lama, vem a lama E fica ali Ama que a lama Que acumula Volta para o chão Não vivo em paz Tão longe assim Chega bem mais Vem até grudar em mim Não vivo em paz Tão longe assim Se você vai É um vão que cê faz E se o vão abre mais É melhor o fim Toda falha faz com que não vença Toda fenda tem a forma tensa Toda fresta vai ficando imensa Toda brecha espera quem preencha Junta que é bom Pois todo amor é vulnerável no vão Onde tem a brecha Vem a flecha, vem a flecha E fere ali Junta que a flecha Sem a brecha Não tem direção Não vivo em paz Tão longe assim Chega bem mais Vem até grudar em mim Não vivo em paz Tão longe assim Se você vai É um vão que cê faz E se o vão abre mais É melhor o fim Não vivo em paz Tão longe assim Chega bem mais Perto de mim Junta, junta, não se manda não Junta, junta, pra evitar o vão Junta, junta bem juntinho Junto do meu coração
25 de janeiro de 2026
Sempre fui bom Nunca fui bad Posso ser mau Se eu quiser Nada impede Mas é um dom Quase profético Nasci assim sou assim É genético Nunca fui bom Sempre fui médio Nasci assim Que fazer Que remédio Vou melhorar É o que veremos Sou todo assim Mais ou menos Sempre fui bom Sempre fui médio É o meu dom E o meu tédio Eu já sou má Má espontânea Oh nunca vi Crueldade tamanha Ódio mortal Do fundo do peito Não sei porque Que eu nasci Desse jeito Eu sou tão bom Tenho uns defeitos Quero matar O primeiro sujeito Médio má bom Um trio de efeitos Juntos seremos eleitos Sou o melhor Sou a pior Sou um mediocre perfeito Quero sucesso Quero fracasso Sei que pra mim Regular já é o máximo
25 de janeiro de 2026
Trate bem de quem tratou De entreter você pra ter Trégua pra sentir sabor E aprender com a própria dor Dor que se reduz A um pequeno mal E durante a trégua Se desfaz Fica só um sinal Pense bem em quem pensou Em você e lhe propôs Pausa pra se recompor Do papel de sofredor Sofredor chorão Sofre dor em vão Mas durante a pausa Se desfaz Na maior emoção Vida Um calor que dura Pausa Alegria pura Quem diz Se saiu bem Pois lhe deu paz E lhe fez ver Muito além da urgência habitual Muito mais do que o mundo real Bem depois do juízo final Numa trégua da vida que passa O melhor carnaval
25 de janeiro de 2026
Toca sua vida Como quem pode Como quem nasce hábil E não se ilude Que tem que se defender Toca na banda Tudo que pinta Toca atabaque Toca trombone Flauta, guitarra E o que cair na mão Vai a um encontro Tenta um contato Toca um no outro Sente afeição Toca no assunto Toca no ponto Toca bem fundo Toca no coração Alguém tem que entender Toque de recolher Em silêncio Troca de vida Como quem sabe Como quem já se toca Que não dá outra Que a hora é de decidir Troca de banda Troca de estilo Troca de roupa Troca de imagem Tudo que tinha Quer substituir Troca de ritmo Troca de signo Troca o destino Que quer seguir Troca de tema Troca a figura Troca o fundo Diz pra quem quer ouvir Alguém tem que sentir Toque de reunir Simplesmente
25 de janeiro de 2026
2005, faixa do CD Ouvidos Uni-vos, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Dante Ozzetti, 2001, faixa do CD Ultrapássaro, Dante Ozzetti, Eldorado, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Nunca pensei que ela fosse você Ela com quem sonhava era você Ela foi sempre ausente Como que, de repente, Ela é você Vai ver que ela é você só pra aparecer Vai ver que você era ela pra se esconder Agora que sei das duas Não vou mais me aborrecer Pois lembro dela enquanto estou com você Mas ela fica na dela e não muda mais Agora toda mudança é você que faz Ela deixa que fale dela Não discute, não interpela Você é que se rebela E por causa dela não vive em paz Mas sinto muita saudade Não vou esquecer Pois nunca encontro com ela Quando eu encontro, ela é você Quero falar com ela e não pode ser Mal me dirijo a ela, vira você O que que cê tem com ela? Por que que sempre me obriga A dizer “você” Se é questão de ciúme, tente vencer Ou pelo menos assume que ela é você Com esse autociúme Você vai me enlouquecer Se tenho elo com ela o elo é você Ela é somente aquela de quem eu falo Sempre foi tão discreta não dá trabalho Está na boa, a vida inteira Como pessoa, ela é a terceira Você é que não perdoa Ou é a segunda, ou é a primeira Mas sinto muita saudade Não vou esquecer Pois nunca encontro com ela Quando eu encontro, ela é você
25 de janeiro de 2026
Parceria com Ná Ozzetti, 1994, faixa do CD Ná, Ná Ozzetti, Independente, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Paulo Tatit, 2005, faixa do CD Pé com Pé, Palavra Cantada, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Ricardo Breim, 2000, faixa do CD O Meio, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
1983, faixa do LP Diletantismo, Grupo Rumo, Lira Paulistana / Continental, São Paulo (relançado em CD em 2004).
25 de janeiro de 2026
Sono Preguiça Não tenha Medo não Fique calmo Tranqüilo Pegue na Minha mão Sono Preguiça Tudo isso É muito bom
25 de janeiro de 2026
Parceria com André Mehmari, 2006, faixa do CD Piano e Voz, André Mehmari e Ná Ozzetti, MCD, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
2000, faixa do CD O Meio, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2013, faixa do DVD Totatiando, Zélia Duncan, Zulu Filmes / Duncan Discos.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Chico Saraiva, 2007, faixa do CD Saraivada, Biscoito Fino, Rio de Janeiro; 2009, faixa do CD Moira, Maísa Moura, Belo Horizonte.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Hélio Ziskind, 1983, faixa do LP Diletantismo, Grupo Rumo, Lira Paulistana / Continental, São Paulo (relançado em CD em 2004).
25 de janeiro de 2026
Parceria com Fábio Tagliaferri, 2001, faixa do CD Só um é muito só, Fábio Tagliaferri, Ná Records, São Paulo; 2005, faixa do CD Tempo da Delicadeza, Consiglia Latorre, Sesc, São Paulo; 2006, faixa do CD E o nosso mínimo é prazer, Gonzaga Leal, Leal Produções Artísticas, Recife.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Fábio Tagliaferri, 2000, faixa do CD Festival da Música Brasileira: as 12 finalistas, Rede Globo, Rio de Janeiro; 2001, faixa do CD Só um é muito só, Fábio Tagliaferri, Ná Records, São Paulo; 2001, faixa do CD Show, Ná Ozzetti, Som Livre; 2013, faixa do CD Gonzaga Leal, Gonzaga de Mim Leal, Independente.
25 de janeiro de 2026
Tudo que numa toada se cantar Pode escrever, acreditar São só camadas de calma camadas de ar Tão agitadas por dentro, por que? Fazem desenhos tão densos, não vê? Calmas camadas de nadas desenho animadas nas ondas do ar No coração de quem vai No coração de quem vem e na serra do mar E quando a noite se chega devagar Sem surpreender nem avisar Com tudo aquilo que esconde e que deixa rolar Não sabe nada de mim de você Se cobre campo cidade ou o quê Segue no seu movimento num círculo lento sem nunca parar No coração de quem vai No coração de quem vem e mais nenhum lugar No coração de ninguém nosso único bem eu quero te encontrar Quem vai Quem vem No coração de ninguém nosso único bem eu quero te encontrar
25 de janeiro de 2026
Sensação Você foi sempre assim Essencial pra mim E pra nação Sem noção De tanta projeção Me apaixonei e quis Sua atenção Na ilusão De um clima pessoal Lhe falei Em tom confidencial Sei que me ouviu Mas disse obrigado ao Brasil Sensação Você é nacional É como o carnaval Instituição Nada mal Pra quem tem seu valor Mas nada bem pra quem Se apaixonou Já mandei Sem muita sensatez Mil e-mails Todos de uma vez Mas não fui feliz Você respondeu para o país Sensação Que assim não vai dar não Deixo aqui meu nome e meu cartão Se quiser desabafar Com quem só lhe tem amor Se a nação não se importar Estarei a seu dispor
25 de janeiro de 2026
Parceria com Alice Ruiz, 2010, faixa do CD Sem Destino, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Tudo que era o meu destino Na verdade nunca me aconteceu Pode ter acontecido Pra alguma pessoa Mas não era eu Vivo assim na vida sem previsão Todo mundo tem destino, eu não Nunca os fatos são de fato fatais Não confio na fortuna jamais Puro por acaso e nada mais Tudo que já estava escrito No meu caso nunca se concretizou Só talvez o aniversário Que é na mesma data E não se alterou Era pra eu já ter encontrado um amor Era pra eu já ter esquecido o anterior Era pra eu já ter aprendido a sonhar Era pra eu correr o mundo e voltar Mas viagem sem destino, não dá Quero minha sina Quero minha sorte Quero meu destino Quero ter um norte Quero ouvir uma vidente Que me conte tudo Só esconda a morte Quero uma certeza mínima Que se confirme Que não seja trote Por não ter o meu destino Vivo em desatino Como D. Quixote Quem não tem o seu destino Chega a noite Pensa que tudo acabou Se levanta muito cedo Nunca sabe bem Por que que levantou Nada tem urgência para cumprir Pode virar do outro lado e dormir Pode ficar nessa até o entardecer Todos os amigos vão entender Levantar sem ter destino Pra quê? Ser assim tão sem destino Me preocupa muito Me deixa infeliz Sempre quis o meu destino Foi o meu destino Que nunca me quis Mesmo algum sucesso que ele previu Era pra me revelar, desistiu Acho que ele foi atrás de outro alguém Pois destino tem destino também E só revela aquilo que lhe convém
25 de janeiro de 2026
1997, faixa do CD Felicidade, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Uma saudade É do tempo que andávamos juntos Era um verdadeiro temporal Mas estávamos sempre juntos Outra saudade é do tempo Que inda nem te conhecia E simplesmente eu desejava estar sozinho Era tão bom, era tão calmo, tão feliz Uma terceira saudade é completamente inesperada para mim Ela pega um tempo que, absolutamente, Eu não vivi E que tenho saudade Nessa saudade não tem você, Não tem ninguém, não tem recordação Na verdade ela tem uns traços Que eu não sei dizer de onde vem É uma saudade moderna não tem tempo não tem hora Nem a mínima lógica É agora Acontece no momento e ai de quem não se toca Ela tem a propriedade de não retroceder Quanto bate atordoa: que é isso?! Que é isso?! E no entanto e isso mesmo Parece que é esperança até que dói É uma saudade perfeita Com alegria, sofrimento Só que bem mais moderna É a glória! Eu não sei como explicar mas essa saudade é a glória Ela incide sobre um tempo que não cabe na história Escapa da consciência e se projeta pra fora
25 de janeiro de 2026
Salve nossos valores e nossos colares Que a gente usa, lambuza com a música E depois devolve tudo melado, pingando E ninguém quer pôr a mão Salve nosso elenco de estrelas ocultas Que escuta quem aponta Quem não encontra não escuta, não aponta Salve Deus! Salve as nossas idéias quando dão certo Na hora certa, sem enrolação, salve, salve! Salve também as nossas meninas Que são bonitas, artistas, e se comportam Com especial dignidade Quando não há mais nada a fazer Salve nossa mania de persistência Nossas tendências, nossos recados, Nossa paciência, nossos arranjos (um barato!) Salve a música! Salve os malabarismos que a gente faz Pra sair dos abismos que a gente cai, ai, ai... Vítima! Na crista da vítima Um ritmo de música bem próximo Um ritmo ótimo! É muita guitarra de base, de peso Que bisa a pose do músico Em ritmo de vítima No vértice do mártir e da arte Uma arte martírio! Uma arte que passa, que pesa, que pisa Que pousa e lambuza com a música O reino das artes (Em parte, não totalmente) Salve nossos valores e nossos colares Que a gente usa, lambuza com a música E depois devolve tudo, melado, pingando E ninguém quer pôr a mão Salve nossas canções que pegaram sucesso Por mérito, impacto, por sorte ou investimento (não se sabe) Salve enfim Salve os nossos valores e nossos colares Bons, maus, médios, neutros, irregulares Salve, salve
25 de janeiro de 2026
Ah, tem que ser Tem que ser hoje Que eu vim Que eu vim Com tudo que tem Que tem a ver Com você Você nem sabe Que sim Que simplesmente É assim Assim que Vejo você Você de frente Pra mim Eu me arrepio Grito, pulo Assobio, Gesticulo Rodopio E vou girando Vou girando Até cair No meio-fio Olho pra você E sorrio Mas você Não dá um piu Na verdade Eu fiz de tudo E cê nem viu Você não viu Você não viu Está provado Que não viu Dei um grito E um rodopio Mas você Se distraiu! É que eu estou achando Que tem mais do que isso Você deve estar vivendo Um momento difícil Momento que não quer compromisso É isso! É isso! Como que eu não me toquei muito antes Daqui a pouco você terá Seus momentos sadios Querendo de volta Os meus rodopios Ah tem que ser Tem que ser hoje Que eu vim Que eu vim Com tudo que tem Que tem a ver Com você Você nem sabe Que sim Que simplesmente É assim Assim que Vejo você Você de frente Pra mim Eu me arrepio Grito, pulo Assobio, Gesticulo Rodopio E vou girando Vou girando Até cair No meio-fio Olho pra você E sorrio Desta vez Você me viu Tá na cara! Pois você Também sorriu Você me viu! Você me viu! Pois você Também sorriu Agora eu vou Contar pra todos Vou espalhar Pelo Brasil!
25 de janeiro de 2026
2005, faixa do CD Ouvidos Uni-vos, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2007, faixa do DVD Rodopio, Luiz Tatit, Dabliú.
25 de janeiro de 2026
Eu era feliz Fui fabricado em Paris Quanta coisa já não fiz Fui importado por um aprendiz Vim parar nesse país Perdi contato com a matriz Hoje faço o que nunca quis Sou bibelô de uma atriz Olha que gracinha o meu Robô Ele tem tudo igual a um homem Ele pensa, ele faz plano Ele é sensive1, é quase humano Olha que gracinha, que fofura Ele é uma peça, uma figura Que tortura, que tortura De onde vem tal criatura Eu não suporto frescura Esse mal não tem cura Me atinge me fura É tortura pura Olha que gracinha o meu Robô Ele reclama igual a um homem Ele se mexe, se sacode Foi feito assim... pode? É bom que com Robô a gente não briga A gente liga ou desliga Não, não, não é possível Eu não mereço esse nível Eu era quase infalível Nunca queimei um fusível Agora essa voz horrível Preciso de alívio Agora eu vou por nele uma roupinha Dessas bem descoladinhas Pra ele dar uma voltinha Quero ver quem advinha Quem vai junto com Robô Eu sei que ela tem medo que eu fuja Diz que a barra fica suja E outras besteiras de lambuja Esse tipo mãe coruja Me desgasta, me enferruja Vai sair comigo todo dia Me fazendo companhia Me trazendo alegria Eu não sei o que eu faria Se não fosse esse Robô Agora eu estou certo ela é louca Sua cabeça é toda oca Não consegue calar a boca Pra agüentar essa voz de foca Eu prefiro ir pra forca Olha que gracinha o meu Robô Ele reclama igual a um homem Ele se mexe, se sacode Foi feito assim... pode? E aqui vai o meu último desejo Me livrem dela e do seu beijo A única saída que eu vejo É me atirar no primeiro brejo Rô?... Rô?... Robô?... Robô? Ih?... Roubaram!
25 de janeiro de 2026
Que tal Que tal umas revelações? Faz tempo, né? Pois é A gente pensa, muda a fisionomia Diz nos olhos mas não fala Não fala porque tem pressa Ou porque já sabe que não compensa Não fala porque não fala Porque não quer falar mesmo No fundo é um recurso extraordinário Que a gente tem Você pensa, monta os seus planos E não revela nada pra mais ninguém É nesse ponto que eu prefiro dar um tempo E acomodar meu pensamento Eu sei, daqui pra frente A coisa fica um pouco inconseqüente Me vem um sono e eu preciso descansar Dormir, dormir, sonhar, sonhar ... Sonhei que fazia umas revelações Picantes! Mas atraentes: Tinha briga, tinha sexo E uns problemas mais complexos A cara que você fazia Enquanto me ouvia meio de longe Era digna de um tratamento psicológico Afinal, tudo era sonho Não precisava tanto espanto E as minhas revelações também Não eram assim tão importantes E foi me dando uma aflição E um desespero de acordar Eu fico assim quando percebo Que não adianta mais sonhar Despertar, só pensava em despertar Me despertei E já fui falando e revelando Tudo tudo que era meu Daí você que adormeceu.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Capiba, 2004, faixa do CD Cantando Capiba: E Sentirás o Meu Cuidado, Gonzaga Leal, Leal Produções Artísticas, Recife; 2010, faixa do CD Sem Destino, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
1985, faixa do LP Caprichoso, Grupo Rumo, Independente, São Paulo (relançado em CD em 2004); 2007, faixa do DVD Rodopio, Luiz Tatit, Dabliú; 2008, extra do DVD A Lente do Homem, Manu Lafer, São Paulo, Independente.
25 de janeiro de 2026
2010, faixa do CD Sem Destino, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Quer uma coisa? Vai lá e pega Já pegou? Então sossega Dá o dedo quer a mão Dá a mão quer o braço Dá o braço quer o resto E vai pegando Por costume ou por engano Quando vê Tem um montão de bagatelas Escapando pelas portas e janelas Quando vê Tem pedaços de elepê Papéis soltos de dossiê Tem até uma borrachinha De um antigo DKW Quer dar um beijo? Tá aí sua nega Já beijou? Agora chega Dá a boca quer o corpo Dá o corpo quer a alma Dá a alma quer o diabo E vão nascendo Jogos puros e obscenos Quando vê Tem um montão de bocas belas Distribuindo Beijos como nas novelas Quando vê Tem boquinhas de morder Tem boquinhas de prazer Tem enfim tantas boquinhas E nem tem o que dizer Hora de pegar Hora de abandonar Hora de ter seu lugar Hora de continuar Quer uma força? Vai lá e chora Ficou forte? Adeus, cai fora! Quer uma força chama os outros Chama os outros vem o dobro Vem o dobro e vira festa Se alastra Com deejay E sonoplasta Quando vê Tem um montão de tagarelas Incitando as conversas paralelas Quando vê Tem uma rede de tevê Tem convites pra turnê Tem até uma tiete Que não vive sem você Hora de pegar Hora de abandonar Hora de ter seu lugar Hora de continuar Quer uma coisa? Vai lá e pega Já pegou? Então sossega Quer dar um beijo? Tá aí sua nega Já beijou? Agora chega Quer uma força? Vai lá e chora Ficou forte? Adeus, cai fora Adeus, cai fora Adeus, cai fora
25 de janeiro de 2026
Quem sabe sabe que não sabe Porque sabe que ninguém sabe E quem não sabe Não sabe porque ninguém sabe
25 de janeiro de 2026
Quem gostou de mim Me deixou assim Sem dó, na dor sem fim Quem gostou de mim Já não tem razão Saiu de si, se foi Quem gostou de mim Quando vejo agora Não tem mais o jeito De quem conheci Não é mais quem eu vi Não é nem mesmo a sombra Do que foi E nem se lembra De nós dois Juventude em flor Vida sem depois Quanto dissabor Quem gostou de mim Quando foi embora Junto com aqueles Que eu tanto quis Não foi pelo que fiz Não sei se fui fiel Ou se não fui Mas quem me diz Me diminui Fala sem amor Gela quando exclui Ferve de furor
25 de janeiro de 2026
1997, faixa do CD Felicidade, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2007, faixa do CD Cassiopeia, Clara Sandroni, independente; 2010, faixa do CD Gota Pura, Clara Sandroni, Biscoito Fino.
25 de janeiro de 2026
2010, faixa do CD Sem Destino, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2012, faixa do DVD O Fim da Canção, Tatit, Wisnik e Nestrovski, Sesc-SP.
25 de janeiro de 2026
Como é difícil você não se entrosar E ainda ter uma certa tendência Pra se espreguiçar em hora errada E São Paulo não pode parar pra te acompanhar Como é difícil! E você acaba perdendo a calma Porque seu ônibus não espera Você vem devagarinho, meio com sono Ele não espera Se você corre, gesticula Grita desesperado, ele espera Mas se você vem devagarinho, meio com sono Ele não espera Acho que vou ter quer dar um jeito nessa cidade É pro bem dela Já que não vou mudar mesmo, eu vou dar um jeito nela É pro bem dela
25 de janeiro de 2026
Como que cê fala Que eu tou fadada A ser um monstro Que eu não sou? Como que cê fala Que eu sou bruxa Toda estropiada Se eu não sou? Você fala tanto Que até sinto Que deu bruxa em mim Como eu sei? Fiquei ruim! Como que cê fala Que eu sou matraca Grilo falante Se eu não sou? Como que cê fala Que sou praga De urucubaca Se eu não sou? Você fala tanto Que até sinto Que deu praga em mim E agora eu tou que tou assim Vem ver A bruxa baixou Tudo brochou Manchou a paz Sim O monstro mostrou Antros da dor Mantras fatais Sim Matraca atracou Tudo entregou Falou demais Viu! A praga pregou E não desprega mais!
25 de janeiro de 2026
Parceria com Dante Ozzetti, 2006, faixa do CD Achou!, Ceumar e Dante Ozzetti, MCD, São Paulo.
25 de janeiro de 2026
Parceria com Marcelo Jeneci, 2010, faixa do CD Sem Destino, Luiz Tatit, Selo Dabliú, São Paulo; 2010, faixa do CD Feito Pra Acabar, Marcelo Jeneci, Som Livre, São Paulo; 2012, faixa do DVD O Fim da Canção, Tatit, Wisnik e Nestrovski, Sesc-SP.
25 de janeiro de 2026
As estrelas sabem bem Que os pinheiros de Belém Pequeninos São meninos São meninas Que anunciam Que Ele vem As estrelas sabem bem Que os pinheiros de Belém Pequeninos São divinos Tocam sinos Mandam hinos Do além Agora o pinheirinho está demais Iluminando todos pela paz Agora ele se veste com estrelas E brilha pra que todos possam vê-las Ao lado da grutinha do Senhor Mostrando que ali começa o amor